MINHA VISITA A DANIEL LUTHOLF


WALTER ANSANTE
www.periquito.com.br

Dia 07 de Setembro de 2009, eu acompanhado de minha esposa, tive o prazer e a honra de visitar o famoso criador suíço Daniel Lutolf, considerado por muitos especialistas como o grande sucessor do Jo Mannes. Mesmo estando em um dia cheio de compromissos, Daniel e sua esposa nos receberam carinhosamente. Daniel havia acabado de participar em duas grandes exposições, a Europaschau (Alemanha) dias 29-30 de Agosto e SWV dia 05 de Setembro (Suíça), tendo sido bem sucedido em ambas. Depois de um rápido lanche, Daniel me levou ao seu criadouro que fica no porão de sua casa, e me deixou à vontade para fotografar e filmar seus periquitos. Tarefa essa difícil, pois a vontade que dá, é somente ficar observando suas aves... Havia poucas gaiolas com periquitos acasalados, pois segundo ele é final de temporada de criação por lá. Em um grande viveiro, haviam uns 150-200 bichos, todos super periquitos sem exceção, e para meu espanto ele me disse que todos eram periquitos jovens, nenhum velho. O tamanho dos periquitos é inacreditável, aliados a cabeças super largas e com as melhores penas direcionais que já vi. O plantel com grande variedade de cores e séries enche o olho de qualquer pessoa, mesmo que não entenda nada de periquito de exposição. Com tantos super periquitos, fica difícil apontar qual é a melhor cor ou série, mas na minha opinião a série cinza era imbatível.


Daniel escolheu vários periquitos do viveiro e colocou-os numa gaiola de exposição para que pudéssemos vê-los melhor. Ele tirou várias fotos de seus periquitos com minha câmera e disse que vários desses periquitos não haviam sido fotografados até aquele momento. Também colocou alguns periquitos na minha mão e como prova da sua docilidade eles raramente voavam ou ficavam inquietos. Num determinado momento lhe perguntei se ele só tinha periquitos excepcionais, então ele me levou a um outro cômodo e me mostrou outro grande viveiro, com 150-200 periquitos. Esses eram periquitos de qualidade “normais”, mesmo assim eram soberbos.


Daniel adota a estratégia da consanguinidade moderada, que segundo ele permite que seus periquitos tenham excelente tamanho e fertilidade, além de evitar uma série de problemas. Ele me disse que nunca acasala 2 super periquitos e que utiliza de 10 a 15 periquitos provenientes de outros criadouros por ano, com intenção de refrescar seu sangue. Quando lhe perguntei como é possível que periquitos com tanta qualidade e tamanho sejam férteis, ele estranhou minha pergunta e disse que é algo natural. Também afirmou que não gosta da inseminação artificial e que seus periquitos acasalam naturalmente. Para os críticos inflexíveis do tipo cabeça suja (que não é o meu caso), Daniel possui esse tipo de periquito, aliás, como todos os grandes criadores que conheci até hoje.

Na verdade, os periquitos do Lutolf não são como mostram suas fotos, são ainda melhores. A coisa mais impressionante, é que todos esses periquitos grandes são capazes de voar e eles não tem problemas de penas como a maioria das outras aves. Você também não vê nenhum periquito com problema de cistos. A limpeza de seu criadouro é algo importante a se destacar, já que não se via nenhuma pena pelo chão.
O preço de seus periquitos inicia a partir de 200/300 euros (periquitos normais) e a partir de 1000 euros (super periquitos). A meu ver, em se tratando do maior criador de periquitos do mundo e dessa qualidade de periquitos, algo razoável.




Emerson Juliano Prates Juiz OBJO




01. Qual sua profissão? É casado? Tem filhos?

Sou professor universitário, pesquisador e atuo como psicólogo clínico e organizacional. Minha formatura em psicologia foi no ano de 1998 na URI de Santo Ângelo no Rio Grande do Sul. Comecei o mestrado após vir morar em Florianópolis em 2000. Conclui o mestrado em 2002 na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Com o nascimento do meu filho Kaio Yan em 2001, acabei me fixando na capital catarinense e desisti do doutorado na USP em São Paulo. Em 2004 comecei o doutorado na UFSC que concluí em 2008. No final de 2007 me separei da mãe de meu filho. 

02. Há quanto tempo você cria Periquitos?

Crio periquitos a 28 anos. Meu primeiro casal foi presente de natal e aniversário no mês de dezembro de 1984. O macho era um cinza normal e a fêmea uma ADA violeta quase branca. 

03. Como, quando e porque começou há criar?

Sempre adorei animais e costumava frequentar a biblioteca da escola para ler sobre eles. Quando visitava meus parentes no campo, desde pequeno, vivia correndo atrás das aves. Quando tinha dois anos minha mãe mantinha um galinheiro muitíssimo limpo.

Minha matéria preferida era ciências e minha professora um dia, enquanto dava uma aula sobre peixes, comentou ter um aquário grande em casa. Perguntei a ela se poderia visitá-la para ver os peixes e a resposta foi positiva. Chegando lá pude ver um aquário muito bem cuidado. Ela mantinha lindos espadas, prateados, vermelhos com cauda preta. Alguns todos vermelhos. Mas, a grande surpresa foi que o pai dela, o Sr. Clementino Jaskulski, militar aposentado, tinha uma enorme coleção de aves silvestres. Ele se empolgava em mostrar um currupião, um rei dos bosques, um galo da campina, sairas diversas, gaturamos, sabias pretos, brancos, pocás e laranjeiras. Havia trinca-ferros, coleirinhos diversos, canários da terra, pintasilgos, cardeais amarelos, cardeais vermelhos, curiós e até bicudos. Ele gostava de criá-los em cativeiro e naquela época tinha muito sucesso com os cardeais vermelhos e amarelos e com os curiós e bicudos. Além das aves silvestres, ele criava canários, calafates, rouxinois do Japão, pintassilgos europeus e algo fantástico, totalmente inédito naquela época, que eram os periquitos ingleses. Minha reação ao ver as aves fez esquecer automaticamente os peixes e quando cheguei no viveiro onde estavam os periquitos, fui tomado de uma paixão a primeira vista. A movimentação, o vôo e a agilidade dos periquitos aliada a toda a beleza que mostravam foi impressionante demais. O Sr. Clementino tinha maravilhosos ADAs, ARs, inos, rendados e fulvos entre normais e faces amarelas. Foi dele quem comprei meu primeiro casal de periquitos em 1984. Depois de alguns meses me desfiz do casal. Pequei um casal de canários dos quais não gostei e acabei captando o macho de volta e mais alguns periquitos comuns e a partir dai comecei a reproduzi-los em cativeiro. Meus primeiros periquitos ingleses nasceram do macho cinza acasalado com uma fêmea ADA asa canela que me deu maravilhosos faces amarelas asas cinzas de corpo cheio. Lembro como se fosse um sonho de um macho face amarela asas cinzas cinza (ele era um asa cinza de corpo cheio) que possuía uma plumagem muito brilhante, provavelmente tinha fator violeta. 


04. Vc tem preferência por cores?

Na realidade não tenho preferência por uma cor específica porque todas me encantam muito pela beleza que apresentam. Entretanto, tenho alguns projetos: produzir ADs e fulvos de alta qualidade e também rainbows a partir de golden-faces sem perdas de qualidade. O projeto dos ADs já começou e estão nascendo filhotes agora. Os demais vão ter que esperar um pouco mais, embora, já tenha material genético no plantel. 
No meu terceiro e mais novo plantel está surgindo uma linhagem de opalinos muito grandes e que estão me impressionando muito. Meus normais tem bom porte e boa plumagem, mas, não são tão grandes quanto os opalinos. 


05. Quantos casais você tem no seu Criadouro?

Hoje tenho em média 20 casais. Mas, a projeção é criar com 40 casais em sistema de rodízio durante o ano todo.

06. Como está sendo o inicio da temporada de cria esse ano para você?

Está sendo muito boa, com alta fertilidade. Só comecei a reproduzir os periquitos em setembro e alguns casais agora em janeiro estão chocando a segunda rodada. Alguns anos atrás estive julgando em Salvador e meu amigo Dieter me falou algo novo. Comentou que a melhor época de fertilidade dos periquitos inicia no mês de setembro. A partir dai sempre inicio a criação nesta época evitando os invernos. Outra vantagem é ter aves nascendo em janeiro que chegam em melhores condições nas exposições dos anos subsequentes. 

07. O que mais te motiva na criação e porque?

É ver os filhotes nascendo, se desenvolvendo e se tornando aves impecáveis e de qualidade. Ver por meio da lanterna que os ovos de um maravilhoso casal estão férteis. Que os casais estão criando chocando e criando bem. Que os machos que tenho no plantel jamais arrancam penas dos filhotes, matam filhotes porque foram selecionados para serem bons pais. Que toda a técnica aplicada com esforço está gerando bons frutos. 

08. Que cor você tem se destacado nos torneios e que na sua opinião se deve esse fato?

Como gosto muito de séries raras sempre me destaquei com elas nos concursos. Em especial no meu segundo plantel produzi excelentes ARs e ADs. Também no segundo plantel tive excelentes violetas que foram muito bem selecionados para mostrar toda a beleza da cor.

Hoje no meu terceiro plantel tenho muito bons normais e opalinos e, como é ainda um plantel novo estou trabalhando as linhagens. O que leva ter excelentes aves é a seleção do criador. Trata-se uma poderosa ferramenta e que só depois de vários anos pude me dar conta que seleção é fundamental.
 
09. Como você tem analisado as mudanças no padrão? Pq notamos que a cada ano tem uma coisa nova?

Discordo que haja a cada ano uma coisa nova. O novo padrão para os periquitos da WBO foi definido em 2008. O que acontece é a evolução das aves e os melhores criadores devem estar abertos às mudanças. Uma excelente linhagem de periquitos não se faz da noite para o dia. Exige tempo e esse “deve” ser o encanto da criação de aves vivas. Imediatismos e pouco conhecimento levam muitas pessoas a começarem criar e rapidamente desistirem da criação. O desafio é fixar o que de novo aparece. Hoje temos um novo padrão de penas da cabeça que foi aprimorado por Daniel Lutolf e já se encontra em periquitos de diversos criadores germânicos. Todo mundo esqueceu de Jô Mannes, mas ele foi o responsável direto pela fixação da mutação que deu volume a fronte dos periquitos modernos. Na Europa o padrão ideal é produzir uma ave com penas buff duplo na cabeça e médio buff no corpo, justamente para valorizar a cor das aves. 

10. De que criadores se originam suas matrizes?

Negocio aves com diversos criadores, entretanto, 95% dos meus periquitos tem como pais ou avós, periquitos de Renato Uchoa. O maior problema das aves do Renato, nos últimos anos, tem sido produzir muitos cabeças sujas. 

11. Na sua opinião o que mais te chamou atenção no CB desse ano?

Não tenho participado dos CBs por motivos pessoais, principalmente de trabalho.

12. Para você que criador (es) mais tem se destacado na criação no Brasil?

Há vários criadores de destaque. Mas, o que tive oportunidade de ver os planteis pessoalmente e poder comentar com segurança foram, aqui no sul, os criadores de Chapecó/SC, Nadiomar Vicentini e André Ramos e no nordeste, mais precisamente em Recife/PE, meu amigo Alexandre Lima. Nas exposições destaque hoje para o criador de Venâncio Aires/RS, Carlos Azeredo o CHA que debutou com excelentes fêmeas canelas. Em fotos, o equilíbrio dos periquitos de meu caro amigo de São Paulo, Fúlvio Lucietto e os belíssimos cintilantes de Luiz Américo Souza de MG.
 
13. Está satisfeito com a evolução do seu plantel? Onde quer chegar?

Estou muito satisfeito com a evolução do meu plantel e testando muitas aves vindas de fora. Dentro de seis meses todas devem ter sido testadas e permaneceram apenas as que combinam com as linhagens que construí e também com as novas linhagens 

14. Existem alguma cor que tens vontade de criar e ainda não crias? Qual? Porque? Existe possibilidade de vir criar?

Amo novidades e também aves de cores tradicionais. Como disse, tenho o projeto dos rainbows, porém, com alta qualidade e sou apaixonado por periquitos com topete e também corpos claros dominantes de Easley. Pretendo oportunamente produzir os rainbows e os topetudos devo adquiri-los neste novo ano. Os corpo claros de Easley são um projeto a longo prazo. 

15. Para você o periquito cria bem?

Os periquitos criam muito bem e diria, mesmo as aves muito grandes podem ser excelentes criadeiras e fertilizar bem. Tudo é uma questão de seleção do criador como já pude testemunhar várias vezes pelo Brasil a fora. Nos meus quase trinta anos de criador, não só de aves, aprendi que é possível não só selecionar cor, porte, plumagem, mas, o próprio comportamento dos animais. É obvio que as aves devem ser nutridas adequadamente, livres de doenças que possam interferir na reprodução. Um indício de que está tudo bem na criação e quando as aves são examinadas e não mostram perda de peso enquanto estão alimentando os filhotes. Esse é um dos indicadores de que a nutrição está perfeita. Inclusive, não condeno a fertilização artificial nos periquitos, mas prefiro pessoalmente evitá-la.
 
16. Qual o maior problema que você tem enfrentado na criação de periquito?

No momento não tenho problemas dignos de nota, tudo dentro dos padrões de qualquer criação normal.
 
17. Para quem está pensando em começar com que conselho você pode dar?

Que não faça investimentos financeiros pesados em aves antes de ter experiência e conhecimentos básicos que possam leva-lo a ter sucesso na criação e nas exposições. Sempre participar dos torneios de criadores para poder trocar experiências, acompanhar os julgamentos. Ver aves de qualidade para poder comparar com o que possui no plantel e não ser imediatista. Ter paciência e persistência. Adquirir lotes de aves de bons criadores.

18. Você se preocupa com as cores ou o que vc se preocupa na criação?

Tudo é motivo de preocupação, cabeça, máscara, ombros, plumagem, cor, defeitos. Aprecio muito a cor dos periquitos, mas, se não tiver o melhor padrão de plumagens e porte de nada vale o periquito. Ele deve ser completo. 

19. Como você analisa a questão da importação da Europa?

Quando estava liberada, sem tantas exigências pelos órgãos sanitários brasileiros, creio que auxiliava muito na introdução de novas características aos nossos periquitos. Hoje há um novo tipo de periquitos nas mãos dos criadores germânicos, como Daniel Lutolf, que se fosse introduzido aqui em maior quantidade (pois já foi pelo Renato Uchoa) faria uma grande diferença no plantel nacional.


20. Existe alguma regra, segredo ou dica que para você faz diferença na criação?

Há vários fatores que fazem a diferença na criação. Alimentação, genética e manejo geral do criador. Aqui entra higiene e vários aspectos de cuidado e sanidade do plantel de periquitos. A primeira regra de ouro é aliar conhecimento ao bom senso. A segunda regra de ouro é especializar-se na criação de periquitos (evitar criar diversas espécies, pois, cada uma vai exigir atenção especial). A terceira regra de ouro é se servir da consanguinidade para fixar características de forma mais rápida e mante-las.
 
21. Que tipo de acasalamento você nunca faz no seu plantel?

Evito cruzar séries raras entre si, ou séries incompatíveis, apesar de que a combinação genética do casal é que fará a diferença.
 
22. Qual sua meta como criador? Onde quer chegar? Qual o caminho?

Como já afirmei antes, minha meta é criar aves excelentes e perfeitas em todos os sentidos. Quero chegar a um plantel homogêneo de alta qualidade e o caminho que sigo é a seleção rigorosa da genética das aves
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ANDREW HIND



Meu nome é Andrew Hind, eu moro em uma pequena aldeia chamada Moulton em Cheshire, Inglaterra, no Reino Unido. Eu tenho crio pássaros e animais desde que eu tinha 8 anos de idade, incluindo furões, cães, peixes tropicais, tentilhões, periquitos, pombos e aves. Eu aprendi muito sobre pedigrees e linebreeding com meus dois tios que usaram com sucesso aos pombos de corrida. comecei com periquitos de exposição em 2005, com pássaros de diversas fontes e amigos, eu logo aprendi que eu precisava para ser linhas de construção e as famílias de aves para fazer bases para o futuro. decidi que em 2007 eu iria vender todos os pássaros e manter os melhores sete machos que tinha, no total, vendi 160 aves e começou a procurar por algumas aves de linha relacionados. liguei para um cara que mora perto para mim em congleton, Cheshire, Inglaterra, seu nome é John Copeland. João tinha visitado recentemente Joe Mannes e comprou duas aves muito agradáveis ​​de Joe, o macho era um fator de lantejoula excelente dupla branca e a fêmea foi um lindo pássaro elegante canela cinza dominante pied. John tinha nada menos que 40 filhotes todos tiveram 100% de sangue mannes, eu decidi pedir john para as aves excedentes deste par e ele foi o suficiente para me deixar comprar 11 filhotes de este par, quatro machos e 7 fêmeas. Decidi que em primeiro lugar gostaria de emparelhar as 7 fêmeas para os machos sete que eu mantive depois da minha grande venda. E para minha surpresa todos os 7 casais produziram filhotes que eram todos primos, essas aves eram uma melhoria sobre as compras originais, então emparelhado melhores 4 fêmeas e criados para lá quatro tios que eu comprei de João, estes pares produzidos alguns normais super, lantejoulas e cinnamons que eram os fundamentos de minhas cravo hoje novas melhorias ................ eu fiz um esforço para trazer em cruzamentos em uma base regular para fazer melhorias em certas características, o maioria foi principalmente huxley & marchant linhagem que são soberbas de comprimento da pena e pena backskull e direcional, também eu tive a sorte de conseguir alguns pássaros do projeto de lei ruthven tarde em Sheffield, pássaros contas eram espécimes deslumbrantes com ombros grandes e comportamento soberbo que têm certamente melhorou meu estoque. Eu tenho tido sorte o suficiente para obter um degrau lutolf macho skyblue DL125-252-2006, este pássaro era a base da minha família canela e ele tem sido usado na família lantejoula também. Eu também tinha um número de aves de terry jukes em Stoke-on-Trent, que fizeram um grande impacto e formou a base da minha família normal. então agora tenho três famílias de aves para o meu garanhão vai ser independente por um número de anos sem ter que comprar para muitos cruzamentos. Portanto, há três famílias em curso no presente sendo a lantejoula, normal e linhas de canela. Tenho recentemente adicionado variedades que eu realmente gosto de ser diluído e greywings, estes serão incorporadas pela canela e famílias normais, eu também foram trocando algumas aves com meus bons amigos nigel darley, Barrie Shutt, tonycash e Barry Lloyd. Eu posso dizer com segurança que o meu garanhão é a minha linhagem própria agora baseada em fundamentos super de linhas superiores Reino Unido e Europa. Cruzamentos são normalmente utilizados e mudou-se, então, o melhor da prole são combinados de volta para a linha de familiy principal. 


Meu criadouro é um edifício de concreto corte medindo 24 pés por 10 pés, eu tenho 28 gaiolas de criação padrão medindo 22 cm por 16 cm por 12 cm. O vôo principal é de 16 metros por 3 metros. O vôo bebê mede 3 metros por 4 metros por 3 metros. Eu uso um sistema automático bebedor que me poupa muito tempo. Há uma abundância de cruz ventilação e exaustores para manter o ar no criadouro agradável e fresco. Durante os meses mais quentes do ano a porta ea janela é aberta para manter a qualidade do ar excelente no criadouro.  
Alimentação é uma mistura de sementes para as gaiolas de reprodução e vôo bebê sendo canário 50% normal, 25% painço branco, painço Panicum 25% amarelo. No vôo principal i alimentar pratos separados de canário simples, milho branco, milho amarelo panicum, milho japonês, aveia cortados e semente de girassol preto. todas as gaiolas e vôos ficar encharcado sprays milheto e softfood diária. a mistura comida macia consiste vegtables que são colocados em um liquidificador e um monte de outras coisas boas para a saúde das aves. ingriedients As moles são de cenoura , erva-doce, aipo, beterraba, milho, ervas secas, mealworms secos, camarões Gammarus, pitada de sal e uma colher grande de mel, este é misturado com 3 xícaras pequenas de um cereal condicionado cavalo chamado badmintons. Eu também oferecer mineralizado / oystershell grão, Osmonds final e pó mineral iodado rosa em gavetas dedo e potes. 





INSPIRAÇÃO EO FUTURO ......................... .. Tendo mostrado apenas em um par de shows por ano desde que eu comecei com periquitos de exposição, eu ganhei muita rossettes e vitórias de seção na iniciantes e novatos, mudei-se a seção intermediária no ano passado e espero mostrar meus pássaros mais em futuro. Pessoas como franco silva, ruthven projeto de lei, marchant alan foram todos inspirações enorme para mim compartilhar há riqueza de conhecimento para me ajudar a construir o meu garanhão para o futuro. Espero que eu possa melhorar ainda mais meus pássaros, então quem sabe: o) espero que isso seja ok George, Anexei fotos como possível, por favor, deixe-me saber se há alguma informação mais precisa de amigos. espero que seja o suficiente.  Espécie refere

 ANDY 


Budgie Brasil 2



Olá amigos!

Venho aqui divulgar antecipadamente que estou buscando organizar junto com Renato Uchoa o Budgie Brasil 2.

Já faz um tempo que precisamos nos organizar para rever os amigos e passar boas horas conversando sobre o hobby.

O local será em Araçatuba/SP no CRUPA (Criatório de Renato Uchoa).
A data provável e que ainda será confirmada oportunamente, será na última semana do mês de janeiro de 2013, portanto, gostaria que todos vocês se organizassem para estarem presentes.

Regras:

1 – Será cobrada uma taxa simbólica para cobrir as despesas dos troféus e brindes que serão dados aos criadores vencedores das séries.

2 – Cada criador levará apenas 05 (CINCO) AVES com anel do criador e do ano anterior, ou seja, anel 2012;

3 – O torneio é aberto e todos os criadores do Brasil poderão participar;
4 – Cada criador comparecerá com GTA e será emitida GTA para o retorno das aves;

5 – O torneio será realizado com GAIOLAS SHOW, sendo que a confirmação de participação de cada criador é importante e o número de aves que irá levar.

6 – PRÊMIOS:

6.1 – BEST IN SHOW ( TROFÉU + BRINDE)
6.2 – BEST OPPOSITE SEX (TROFÉU + BRINDE)
6.3 – MELHOR GRUPO (TROFÉU + BRINDE)
6.4 – 1º MELHOR MACHO
6.5 – 2º MELHOR MACHO
6.6 – 3º MELHOR MACHO
6.7 – 1ª MELHOR FÊMEA
6.8 – 2ª MELHOR FÊMEA
6.9 – 3ª MELHOR FÊMEA
6.10 – BEST BUDGIE

OBS.: O prêmio de MELHOR CONJUNTO vai para o criador que mais teve aves bem qualificadas entre machos e fêmeas.
 

PREMIO BEST BUDGIE – o prêmio Best Budgie vai de acordo com a votação dos presentes para a ave que entender como a melhor do torneio. Isso busca fazer com que as demais pessoas como crianças, esposas e demais amigos participem do encontro e dê sua opinião. A ave mais votada entre os presentes será premiada.

7 – Deixe comentários, dúvidas e sugestões.

Em breve entrarei em contato!

Luiz Américo

ENTREVISTA COM FULVIO LUCIETTO, CRIADOR E JUIZ



01.  Qual sua profissão? É casado? Tem filhos?

Sou Músico, Saxofonista , casado há 19 anos e tenho três filhos.

02. Há quanto tempo você cria Periquitos?

Comecei com os Periquitos de Exposição em 1997. Até então, nem sequer tinha conhecimento de que já se fazia, há muitas décadas, a criação do periquito australiano em cativeiro, voltada ao aprimoramento genético . Eu criava os periquitinhos australianos comuns desde 1985, e mesmo sem saber sobre os periquitos de exposição, já procurava observar os detalhes daquelas aves e buscava fazer acasalamentos que pudessem gerar periquitos maiores e com cores diferentes, embora, na ocasião, não tivesse a menor idéia da genética de cores dos periquitos . 

03. Como, quando e porque começou há criar?

Sempre gostei de animais e música. Quando era bem pequeno, com cerca de 4 anos de idade, passava horas dentro do galinheiro “cantando” para as galinhas (kkkk.), e já tinha curiosidade em saber o que resultaria do cruzamento entre galinhas de cores e tipos diferentes, como as de “pescoço-pelado” com as de “penas arrepiadas”, das carijós com as vermelhas, etc... Os periquitos, para mim, eram como se fossem “pequenas galinhas coloridas” . Sempre me encantei com a grande variedade de cores em que se apresentavam.  Em 1995, em um Pet Shop aqui em Caieiras, vi pela primeira vez um periquito dos chamados “Ingleses”. Fiquei espantado, pois nem sequer imaginava que existissem essas aves já selecionadas. No ano seguinte, o dono desse PetShop, meu amigo Nicola, comprou a criação fechada, com gaiola e tudo, de um criador da cidade de Ribeirão Pires, que estava parando de criar .Encomendei-lhe, então, um filhote, para “juntar” aos meus periquitinhos australianos . Nessa mesma época,comecei a procurar nas listas telefônicas da região, os telefones dos petshops, com a esperança de receber alguma indicação sobre algum criador de “periquitos ingleses” ( não costumo utilizar desse termo, prefiro Periquitos de Exposição) na minha região. Foi assim que entrei em contato com o João Paulo Bueno, de Jundiaí, e comprei as minhas primeiras aves , depois do filhote que eu já havia encomendado ao Nicola.

04. Vc tem preferência por cores?

Inicialmente, a diversidade de cores era o que me atraía nos periquitos. Com o passar do tempo, e o decorrente envolvimento mais profundo com essas aves , e especificamente com os Periquitos de Exposição, o meu foco se direcionou para a “forma” da ave. No entanto, tudo o que li sobre as cores dos periquitos e seu comportamento na hereditariedade, no livro “Herança de Cores do Periquito Australiano”, de André Nemésio,  procurei experimentar “na prática” dentro do meu criadouro . O comportamento hereditário dos genes que determinam as cores do periquito australiano é extremamente simples e , na maioria dos casos , produzidas a partir da ação isolada de um gene, relacionadas à produção de pigmentos, associados à possibilidade de refração dos spectros de luz, , normalmente determinados geneticamente segundo a ótica de Mendel, assim como também a partir de recombinações fenotípicas ( somatória de características visuais), em um mesmo exemplar, dessas mutações. Já no caso da “forma” do periquito, a história é muito diferente, posto que tais características são promovidas pela ação conjunta de genes morfológicos, nem sequer ainda identificados e descritos, quanto ao seu comportamento hereditário, pela ciência, e cuja associação cromossômica promove alterações estruturais na ave.

05. Quantos casais você tem no seu Criadouro?

Eu possuo 22 gaiolas de criação, a partir das quais procuro distribuir periodicamente os casais, de modo a que possa obter filhotes durante todo o ano, sem contudo desgastar excessivamente as aves . Nunca me preocupei com a quantidade de filhotes e o que determina a utilização, ou não, de todas as gaiolas no processo de reprodução é a possibilidade de ter casais, cujos acasalamentos, sejam pertinentes  ao meu programa de seleção e aprimoramento genético.
 
06. Que serie ou cor você mais gosta de criar? E porque?

Embora as cores também me atraiam, o foco do meu criadouro é o aprimoramento da forma das aves , independentemente das cores . Em razão disso não tenho muitas variedades de cores no meu plantel. No entanto, sempre que me predisponho à buscar produzir cores diferentes, procuro sempre fazê-lo sem abrir mão dos meus critérios pessoais sobre as características desejáveis de forma e empenação das aves.

07. Como está sendo o inicio da temporada de cria esse ano para você?

Eu, erroneamente inclusive, dificilmente inicio a estação reprodutiva logo no começo do ano, talvez em razão da minha desorganização pessoal mesmo (kkk...). Quase todos os anos acabo por montar todos os casais por volta do mês de maio. Esse ano, como me é habitual, os primeiros filhotes nasceram de casais que já estavam em gaiola desde o final de 2011. No entanto, dos primeiros casais que montei, focado para a estação reprodutiva 2012, tive várias perdas de filhotes, ainda muito novinhos ( em torno de 12 dias), o que me levou à desacasalar as aves  para uma manutenção profilática mais rigorosa de ninhos e gaiolas., apesar de acreditar que a origem das perdas esteja relacionada à algum tipo de intoxicação alimentar .

08. O que mais te motiva na criação e porque?

Pessoalmente, entendo a criação de periquitos como uma grande paixão. O desafio do aprimoramento genético, associado ao prazer de observar e interagir com as aves, de vê-las se reproduzindo e criando belos filhotes é, para mim, a grande razão de eu criar periquitos. Certamente, as amizades que conquistamos no hobby são impagáveis. No entanto, penso que, embora elas tenham surgido a partir de um gosto em comum, devem ter consistência para que sobrevivam além dele.

09. Que cor você tem se destacado nos torneios e que na sua opinião se deve esse fato?

Particularmente, desde 2003 não tenho mais participado de torneios como expositor, embora ainda tenha participado da edição de 2007 do “Babyúna”, torneio anual de filhotes da APCPA, bem como também do OPEN APCPA, naquele mesmo ano. Não existe absolutamente nenhum dado científico que sinalize para associação de uma determinada mutação, seja ela qual for, com as características estruturais ou de empenação, dentro da genética do periquito australiano. O que ocorre sim são constatações práticas, por parte de vários criadores, de que aves que expressem fenotipicamente determinadas mutações apresentem  algumas características em comum, tanto no que diz respeito à estrutura física quanto a empenação. No entanto, pessoalmente defendo a idéia de que qualquer tipo de associação desse gênero decorra, exclusivamente, do processo de seleção genética que foi aplicado, ou não, sobre essas mutações. Coloco a questão dessa forma porque, da mesma maneira que existem “mitos” que associam mutações à supostos “ganho de qualidade”, também existem os mitos que as associam à “falta de qualidade”, como por exemplo a idéia de que o acasalamento “Mutante autossômico recessivo X Mutante autossômico recessivo” produza aves pequenas, que o fator escuro diminua o tamanho, enfim, uma série de conceitos folclóricos que, quando analisados de maneira descontextualizada, provocam uma grande confusão na cabeça do criador iniciante, e até mesmo de criadores já mais experientes, mas que ainda não tiveram a oportunidade de analisar de maneira mais aprofundada a genética dessas aves. Tudo está relacionado ao processo de seleção genética, sem exceção.

10. Como você tem analisado as mudanças no padrão? Pq notamos que a cada ano tem uma coisa nova?

Veja, não podemos confundir a evolução do padrão do Periquito de Exposição com a falta de critérios nos julgamentos. O que ocorre é que, enquanto tivermos julgamentos onde a subjetividade tiver peso maior que os critérios técnicos, esse tipo de discussão irá sempre existir, e isso não apenas aqui no Brasil, mas no mundo inteiro. A maleabilidade da morfologia do periquito australiano permite que diferentes processos de seleção genética conduzam-nos à resultados estéticos muito diferentes, o que, ao meu ver, torna o julgamento de Periquitos Ondulados Australianos muito mais complexo, o que exige do juiz, além da atenção às penalidades convencionais, também à evolução das formas e proporções dessa espécie, quando contextualizada dentro  do universo dos torneios. O que é novo à cada ano não é o “Standar”  ou o “Padrão” do Periquito de Exposição, posto que na Europa tais mudanças já vem ocorrendo há muitos anos, mas sim o processo de conscientização dos juízes e criadores em relação à essa evolução . Atualmente , a evolução tecnológica facilitou muito o trabalho dos juízes e criadores, na direção de estarem a par de tudo o que vem ocorrendo no mundo, em termos do “Tipo” do periquito ideal. Penso que, dentro do caráter de hobby, cada criador deve criar o “tipo de bicho” que goste, seja priorizando a cor, seja priorizando o tamanho, enfim, buscar o modelo que lhe agrade aos olhos. No entanto, quando o foco são as exposições, os criadores devem ter a consciência de que existe um padrão, que serve como referência para esse contexto, e que é a partir dessa referência que os julgamentos devem ser realizados. É fato que, muitas vezes, os diferentes critérios, aplicados por diferentes juízes, dificultam muito o “foco” do criador ,em relação à “qual direção seguir”  no caminho de criar aves com boas qualidades e adequadas aos torneios. No entanto, acredito que essa questão só será resolvida quando existirem reuniões técnicas entre os juízes em prol de um consenso técnico , e quando os interesses comerciais forem banidos das exposições.


11. De que criadores se originam suas matrizes?

As minhas matrizes não, mas o meu plantel atual é decorrente da recombinação, já há vários anos, de aves de diversas origens. Iniciei em 1997 com aves do meu amigo e professor João Paulo Bueno, e posteriormente, a partir de inserções esporádicas de aves de vários outros amigos, em ordem cronológica, João Paulo Bueno, Manoel Luiz, Joaquim Corrêa Neto, Augusto Francisco, Renato Uchoa, Marcos Elizeu, Ricardo Guimarães, Walter Ansante, José Carlos Giudici, Edson Ferreira, Ciro Franco, Norberto Garcia, André Ramos e Márcio Pizzol.

12. Na sua opinião o que mais te chamou atenção no CB desse ano?

O que me deixou muito contente foi , pela primeira vez, a participação dos amigos de Chapecó, André Ramos, Diogo Vaz e Nadiomar Viccentini. O sacrifício que fizeram em viajar mais de 900Km para participarem com mais de 150 aves certamente fez a diferença. Além disso, a participação de novos criadores também mostrou-se importante, além , é claro, daqueles que sempre prestigiam o torneio, competindo ou apenas visitando.

13. Para você que criador (es) mais tem se destacado na criação no Brasil?

Penso que essa questão seja extremamente subjetiva, difícil de ser  pensada de maneira descontextualizada e até mesmo desnecessária, dentro da ótica de um hobby. Para se fazer uma análise qualitativa, de maneira justa, teríamos que, primeiramente, ter todos os criadores em igualdade de condições, tanto em relação à matéria prima a ser utilizada , quanto à estrutura física e financeira que comportaria todo o processo. O sucesso na criação, ou não, é extremamente subjetivo, além de estar diretamente relacionado à intenção de cada criador. Para quem pensa em quantidade, o sucesso é representado pelo número de filhotes que cria, para quem pensa em premiações, o sucesso está relacionado à quantidade de “Best in Shows” que conquistou, para quem pensa em dinheiro, o sucesso está no que conseguiu lucrar com o hobby, para quem pensa em criar aves coloridas e grandes, o sucesso significa obter isso a partir dos filhotes nascidos, para quem está focado no aprimoramento genético, o sucesso é a evolução contínua do seu plantel, e para quem pensa em criar única e exclusivamente porque gosta dessas aves, para admirá-las e usufruir dos benefícios desse convívio com os periquitos, esse pode acreditar que o seu sucesso será garantido.      

14. Está satisfeito com a evolução do seu plantel? Onde quer chegar?

O que me fascina na criação, voltada ao aprimoramento genético, é justamente essa expectativa da evolução morfológica das aves, do desenvolvimento de características  físicas que possam  agregar-se sempre, da seleção por amostragem e a associação das características desejáveis em famílias. Dentro desse prisma, tenho observado com alegria, nos últimos três anos, os primeiros passos na direção da constatação prática, a partir de uma ótica totalmente voltada para o aspecto científico, sem nenhuma conotação de exaltação pessoal, de toda uma linha de raciocínio de vários anos, buscando compreender, a partir de “tentativa-erro” e observação, como os genes morfológicos se comportariam na hereditariedade. Esse trabalho de pesquisa não tem fim, daí o seu fascínio... 

15. Existem alguma cor que tens vontade de criar e ainda não crias? Qual? Porque? Existe possibilidade de vir criar?

Sim, os Violetas. O aspecto visual “Violeta” é produzido a partir da recombinação de: - dois genes que promovam inibição, ao menos parcial, da produção de pigmento amarelo ( Faces Amarelas ,Golden Faces ou Caras bancas, porém sem fator cinza) ,  - um gene que determine o “Fator de Escuridão” e , -  no mínimo, um gene que possua o fator violeta. Tanto o fator de escuridão quanto o fator violeta estão relacionados à mudanças estruturais das penas (zona de névoa e reflexão) e que terminam por restringir a absorção dos spectros de luz à ondas que sejam mais curtas. Porém, ambos ocorrem em genes completamente distintos e independentes. Pois bem, eu já tive o fator Violeta em algumas aves em meu criadouro, mas acabei ficando sem nenhum exemplar que o tivesse. Esse fato , associado a minha idéia de  produzir cores específicas, desde que isso não prejudicasse  a seleção morfológica já trabalhada no plantel, acabou decorrendo no fato de  não ter mais esse gene nas minhas aves. Eu ainda quero criar violetas sim, inclusive ganhei do meu amigo Luiz Américo um macho Opalino Violeta que pretendia utilizar, porém acabei perdendo-o antes de encontrar um acasalamento ideal para ele, dentro do meu plantel. Pra você ter uma idéia de como, as vezes, eu sou bem “Neura”, o bicho ficou comigo aqui por mais de um ano sem ir para a gaiola de criação ! kkkkk...

16. Para você o periquito cria bem?

Cria muito bem sim !  Confesso que tinha a sensação de que, quanto mais elaborado o bicho fosse, mais “chato” ele seria para reproduzir-se. Mas também confesso que, de um ano para cá, estou repensando essa idéia, principalmente depois de ver , na casa do Daniel Lütolf, ele criar, com 77 gaiolas,  e com aves  impressionantes, mais de 700 filhotes , e sem utilização de inseminação artificial ! Vi, na mão dele , o filhote com o anel número 689...

17. Qual o maior problema que você tem enfrentado na criação de periquito?

Ultimamente, o meu maior problema tem sido arrumar tempo para estar com as aves. No entanto, de uma maneira geral, penso que um problema sério para o criador seja a heterogeneidade dos julgamentos. Isso certamente tira-lhe o foco de qual caminho seguir dentro do processo de seleção genética por amostragem. 
18. Para quem está pensando em começar com que conselho você pode dar?

NÃO SAIA GASTANDO RIOS DE DINHEIRO COM PERIQUITO ! ! !  Tome muito cuidado com os comerciantes do hobby. Por mais contraditório que isso possa parecer, o fato de um periquito ter vencido uma série em Campeonato Brasileiro, BW, ou seja lá o que for, não significa que a ave tenha qualidades que justifiquem a sua aquisição. O julgamento de periquitos é sempre comparativo e a análise é feita, sempre, em relação aos outros concorrentes. Se o nível técnico do torneio for baixo, até mesmo o Best in Show pode não ser uma ave interessante. Outra coisa: por mais que a aquisição de uma ave já mais elaborada, pertencente à uma família consistente possa realmente contribuir para a evolução de um plantel, NUNCA abra mão de desenvolver as suas próprias famílias, de trabalhar com afinco com aquilo que você tenha em mãos. Isso fará a diferença. Há muita gente boa no hobby, e Graças à Deus , hoje em dia vê-se aves de ótima qualidade em todo  o país. Ouça, com respeito e atenção, o que os criadores mais experientes tem para falar, mas nunca abra mão de tentar e errar (ou acertar), de tirar as suas próprias conclusões, de observar atentamente, de comparar detalhadamente, nunca diga “Amém” à tudo que se fala, mesmo que as palavras partam de pessoas tidas como “conhecedoras” do assunto, principalmente se elas, assim, se “auto-rotularem” ! kkkk....

19. Você se preocupa com as cores ou o que vc se preocupa na criação?

Normalmente, a criação, quando voltada ao aprimoramento o genético, prioriza sempre a “forma” ( proporção de medidas, boa empenação, etc)  das aves e a consistência genética do plantel, independentemente das recombinações de cores que, eventualmente, tenha que se fazer em prol desse objetivo. A menos que o seu objetivo seja criar realmente “cores”, sem uma preocupação com a “forma” do bicho (o que, diga-se de passagem, não tem nada de errado), desconsidere qualquer “receita” sobre “acasalamentos não-aconselháveis entre determinadas cores”. Pense sempre em “somar qualidades” no momento de montar um acasalamento. Se você estender esse raciocínio para “somar as características da família do macho com as características da família da fêmea” (não restringindo esse raciocínio apenas ao casal), você pode potencializar as chances de bons resultados nos filhotes.

20. Como você analisa a questão da importação da Europa?

O processo de seleção genética do periquito australiano, na Europa, iniciou-se muito antes do que aqui no Brasil, portanto é natural que estejam à frente nos resultados obtidos. Certamente, ao introduzir-se uma ave oriunda de um processo de aprimoramento genético já mais avançado promover-se-ia uma aceleração considerável no caminho evolutivo do periquito de exposição brasileiro, assim como ocorreu nas vezes em que em que foram trazidas aves da Europa para o Brasil. Certamente, na década de 80 por exemplo, as discrepâncias qualitativas entre as aves européias e as brasileiras eram muito maiores, o que garantiu, aos seus compradores, a oportunidade de estabelecerem plantéis muito superiores aos que aqui existiam, tamanha era a diferença de qualidade. Porem, mesmo nos dias de hoje, não tenho dúvidas que uma importação bem focada, promoveria uma grande evolução no plantel nacional, assim como aconteceu mais recentemente com a introdução do patrimônio genético Lütolf .    
21. Existe alguma regra, segredo ou dica que para você faz diferença na criação ?
Penso que, além das condições preliminares para uma criação, que se resumem em oferecer boa qualidade de vida para as aves em todos os aspectos, tanto de ordem alimentar quanto salutar, duas coisas sejam muito importantes para o criador que busque o aprimoramento genético, sendo que a segunda pode ser implementada a partir da primeira:  - Aprimore ao máximo a sua capacidade de observação, busque sempre perceber os mínimos detalhes que possam diferenciar a qualidade entre duas (ou mais) aves. Essa certamente será a sua melhor ferramenta.  - E em segundo lugar, busque as melhores referências possíveis. Não se limite ao que dizem os criadores mais experientes, pesquise, observe, procure na internet fotos das aves que vem vencendo os torneios europeus, busque fotos de vários ângulos diferentes da mesma ave, analise-as detalhadamente, compare-as também com fotos das aves preferidas do seu plantel, coloque as fotos lado-à-lado, procure pesquisar a evolução dos plantéis dos grandes criadores mundiais, ano após ano. Normalmente, aqueles que tem home pages, disponibilizam fotos de suas aves de várias gerações. Busque, nas suas aves, o que elas tiverem de bom para te oferecer, você sempre encontrará coisas boas !  Tente, recombine, inverta os casais. Nunca descarte aves que não produziram filhotes de qualidade antes de recombiná-las com, pelo menos, mais dois parceiros diferentes, tanto o macho quanto a fêmea, principalmente se você tiver razões para acreditar que essa determinada ave ( ou família) possa produzir-lhe bons descendentes. Não tenha medo de errar. Não seja refém de comerciantes. Acredite em você, você pode !

22. Que tipo de acasalamento você nunca faz no seu plantel?

Acasalamento aleatório, apenas para “encher gaiola”. Para o criador que tenha como propósito o aprimoramento genético consistente, é fundamental que todo acasalamento elaborado tenha um objetivo determinado, até mesmo para os criadores que são voltados para a produção de cores.

23. Qual sua meta como criador? Como Juiz? Onde quer chegar? Qual o caminho?

Como criador, o meu foco é dar continuidade sempre ao processo de aprimoramento genético, de modo coerente e sem deixar esvair-se o sentimento que me levou à criar periquitos, que é o amor pelos bichos. Como juiz, o meu objetivo é contribuir da melhor forma que eu puder, a partir da minha dedicação pessoal e lisura, para que estejamos sempre no caminho de um hobby saudável e focado, com embasamento técnico, com a informação disseminada à todas as pessoas, sem exceções,  levando às pessoas a consciência de que todos são capazes, de que ninguém é melhor do que o outro, de que estamos todos no mesmo barco...

Fulvio Lucietto –   Criadouro BudgerigART - “A Arte de Criar Peruquitos” .